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quarta-feira, 11 de maio de 2011

DESABAFO

               
Ontem fui ao shopping (comprar o presente do dia das mães atrasado! eheheh) e me deparei com uma cena nada agradável. Diante disso, é claro que, automaticamente me vieram à mente, todos os choros que continuam a ocorrer mesmo depois de 3 meses de aula, o medo e o choro que insistem em surgir na ida à sala de espera, a crise de insegurança e o número absurdo de crianças ansiosas que estamos vendo... E então me veio à certeza: o sentimento de abandono que essas crianças sentem é bem mais presente do que a gente pensa.
O sentimento de abandono muitas vezes ocorre com a chegada de um irmão, com uma doença de um dos pais, um hóspede em casa, ou um acontecimento diferente na família fazendo com que os olhares se voltem a este acontecimento. Por isso orientamos sempre que os pais conversem sempre com as crianças, que a verdade seja dita de acordo com a demanda da criança. Sem muitas explicações, sem demonstrar muita ansiedade e a verdade que a aquela idade possa ouvir, assim diminuiremos essa ansiedade que a criança está sentido e também iniciamos e/ou fortalecemos esse vínculo de amor e confiança.
Bem, voltando ao ocorrido. Acredito que a maioria de vocês conheça aquele espaço dos shoppings onde a gente paga e deixa os filhos para brincarem, escutarem músicas...
Como será que percebemos esse lugar se nos colocarmos no lugar de uma criança? Uau! Um lugar tentador, lindo, atrativo, alegre, cheio de musicas, colorido, espaço para brincadeiras! Enfim, parece um lugar mágico. E aí eu queria propor um espaço de reflexão, será que para a criança sair desse lugar tão legal será fácil? Será que para nós adultos, sair de uma pousada de um final-de-semana é fácil? Então eu estava pertinho desse local e observei:
 Uma mãe veio pegar o filho, pois já havia dado a hora que haviam combinado, ou o tempo pago havia acabado. Claro que a criança resistiu bastante em ir. A mãe em nenhum momento se propôs conversar com ele. Disse apenas: “ Vamos, acabou já!” e o menininho ficou olhando pela parte de fora todo aquele mundo encantado que ele participou por um momento e talvez não tenha tido tempo de se despedir. A mãe simplesmente começou a andar (não falou firme, não impôs limites, não exerceu sua autoridade, não conversou, não investiu, não venceu!) e mais distante olhou pra trás e disse: “Vamos, eu já vou embora, você vai ficar aí sozinho! Vamos eu vou pegar outro nenezinho bem ali viu!? Tchau!”
Pronto, agora só nos resta pensar...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seu filho está batendo?



Recebo muitos pais com um discurso de não saber mais o que fazer com o filho que tanto bate neles. Algumas das falas: “Não sei como isso foi acontecer, ele só recebe carinho! De uma hora para outra mudou e ficou batendo. Entre outras, inúmeras.”
Peço que eles reflitam um pouco sobre a história de vida da criança, e assim começamos uma conversa envolvente e cheia de descobertas. Durante o discurso dos pais, acabamos descobrimos algumas brincadeiras de primos mais velhos de empurrar, de dar peteleco, de colocar o pé na frente de outro, assistir desenhos ou filmes de luta...
Porém, quando começamos a perguntar sobre alguns meses e o 1 ou 2 anos, eles começam a relembrar que chegou aquela famosa tapinha no rosto da mãe ou do pai quando não quer tal coisa, ou um chute quando os pais reclamam. Ao que me parece no inicio, quando a criança é bem pequenina, esse bater é visto como algo engraçadinho, os pais ainda não sabem como rebater, como falar com firmeza para essa idade. E então acabam rindo, não retomando com a criança, o que faz com que esta entenda como algo permitido.  
Mas o que significa esse bater? Na verdade o bater acontece quando a utilização de todas as estratégias faliu, não deu certo. Não deu certo o diálogo, o castigo, o tempinho pra pensar, o tempinho de brincar... Não acredito que neste caso, o tempo seja o melhor remédio, então temos que orientar essas crianças para que esse comportamento não vire um hábito e seu (sua) filho (a) aprenda que poderá usar a agressão física como uma possibilidade na resolução de seus conflitos.
Mas como a criança chega a pensar dessa forma? Em alguns momentos, percebemos as brincadeiras, como foi citado anteriormente, ou então, o uso desses rompantes de agressividade desde muito cedo por meio dos pais e/ou responsáveis. Se esses rompantes de agressividades por parte dos pais forem algo freqüente, a criança aprende desde cedo que poderá usar o tapinha, como forma de resolução. Caso os pais percebam isso, é interessante a utilização de outras estratégias para a colocação desse limites, das regras e do reconhecimento da autoridade da família.
Percebemos também o aparecimento desse jogo da agressividade na impulsividade da criança, diante da frustração a criança apresenta uma baixa tolerância o que faz com que se jogue, se bata, bata nos outros, grite, chore...enfim, utilize todas as formas para chamar atenção e conseguir o que quer, tentando fugir dessa lei. A famosa birra, que deixa muitos pais de cabelo em pé, que falaremos daqui a alguns dias.
Aqui abro um (“Não estou fazendo apologia ao bater ou não bater, acredito que isso seja uma decisão familiar e que deve ser decidido entre os responsáveis pela lei da família, acredito apenas que um bater somente por bater não surta  efeito, assim como um gritar por gritar ou um castigo sem finalidade”)
O que estou querendo dizer é que o bater nas crianças pode ser resultado de inúmeras coisas, e para entendermos precisamos rever estas que foram ditas acima e tentar enxergar nossas crianças em alguma dessas ou outras que não foram citadas.
Lembrando sempre de tranquilizar nossos filhos, explicar sempre a verdade, de forma rápida e sem detalhes. E retomar sempre que preciso mostrando com isso com quem estão as rédeas da casa. O bater muuuuuuuuuuuuuuuitas vezes é um pedido de limites, pense nisso!!!