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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seu filho está batendo?



Recebo muitos pais com um discurso de não saber mais o que fazer com o filho que tanto bate neles. Algumas das falas: “Não sei como isso foi acontecer, ele só recebe carinho! De uma hora para outra mudou e ficou batendo. Entre outras, inúmeras.”
Peço que eles reflitam um pouco sobre a história de vida da criança, e assim começamos uma conversa envolvente e cheia de descobertas. Durante o discurso dos pais, acabamos descobrimos algumas brincadeiras de primos mais velhos de empurrar, de dar peteleco, de colocar o pé na frente de outro, assistir desenhos ou filmes de luta...
Porém, quando começamos a perguntar sobre alguns meses e o 1 ou 2 anos, eles começam a relembrar que chegou aquela famosa tapinha no rosto da mãe ou do pai quando não quer tal coisa, ou um chute quando os pais reclamam. Ao que me parece no inicio, quando a criança é bem pequenina, esse bater é visto como algo engraçadinho, os pais ainda não sabem como rebater, como falar com firmeza para essa idade. E então acabam rindo, não retomando com a criança, o que faz com que esta entenda como algo permitido.  
Mas o que significa esse bater? Na verdade o bater acontece quando a utilização de todas as estratégias faliu, não deu certo. Não deu certo o diálogo, o castigo, o tempinho pra pensar, o tempinho de brincar... Não acredito que neste caso, o tempo seja o melhor remédio, então temos que orientar essas crianças para que esse comportamento não vire um hábito e seu (sua) filho (a) aprenda que poderá usar a agressão física como uma possibilidade na resolução de seus conflitos.
Mas como a criança chega a pensar dessa forma? Em alguns momentos, percebemos as brincadeiras, como foi citado anteriormente, ou então, o uso desses rompantes de agressividade desde muito cedo por meio dos pais e/ou responsáveis. Se esses rompantes de agressividades por parte dos pais forem algo freqüente, a criança aprende desde cedo que poderá usar o tapinha, como forma de resolução. Caso os pais percebam isso, é interessante a utilização de outras estratégias para a colocação desse limites, das regras e do reconhecimento da autoridade da família.
Percebemos também o aparecimento desse jogo da agressividade na impulsividade da criança, diante da frustração a criança apresenta uma baixa tolerância o que faz com que se jogue, se bata, bata nos outros, grite, chore...enfim, utilize todas as formas para chamar atenção e conseguir o que quer, tentando fugir dessa lei. A famosa birra, que deixa muitos pais de cabelo em pé, que falaremos daqui a alguns dias.
Aqui abro um (“Não estou fazendo apologia ao bater ou não bater, acredito que isso seja uma decisão familiar e que deve ser decidido entre os responsáveis pela lei da família, acredito apenas que um bater somente por bater não surta  efeito, assim como um gritar por gritar ou um castigo sem finalidade”)
O que estou querendo dizer é que o bater nas crianças pode ser resultado de inúmeras coisas, e para entendermos precisamos rever estas que foram ditas acima e tentar enxergar nossas crianças em alguma dessas ou outras que não foram citadas.
Lembrando sempre de tranquilizar nossos filhos, explicar sempre a verdade, de forma rápida e sem detalhes. E retomar sempre que preciso mostrando com isso com quem estão as rédeas da casa. O bater muuuuuuuuuuuuuuuitas vezes é um pedido de limites, pense nisso!!!

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